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quinta-feira, novembro 30, 2006

30/11 

Faz hoje dois anos que um Presidente da República participou numa cilada.

segunda-feira, novembro 27, 2006

A pergunta do Major 

Valentim Loureiro é acusado pelo Tribunal de Contas - tal como Narciso Miranda - de gastar uma avultada verba com um cartão de crédito da empresa "Metro do Porto", a que supostamente tinha direito, mas o qual deveria ter um plafond de gastos inferior. Valentim, naquele seu ar incólume, veio dizer que ganha o ordenado da Câmara e que, da "Metro do Porto", só leva um terço do que ganha na Câmara. E, lança uma pergunta: "Acham que isso é muito?"
Eu deixo aqui a pergunta, bem vincada, porque foi feita em Portugal, país onde o salário mínimo não deverá atingir esse valor, caro Major.

Uno más... 

Rafael Correa, representante da esquerda equatoriana - um anti-americano convicto ou não fosse amigo pessoal de Hugo Chávez -, ganhou as eleições presidenciais no Equador. É mais um, na crescente lista de esquerdistas eleitos na América Latina.

quinta-feira, novembro 23, 2006

A passear 

Dei comigo, a uma mesa de café, a pensar que a interpretação de um conceito (neste caso jurídico), em muito contribui para a chamada chico-espertice, sendo que, em alguns casos, a ela se reconduz.
Costuma dizer-se que um jurista não deve ter uma visão policial de uma norma. Arrisco-me a acrescentar a visão militar...
Identificado o motivo, encontrado o descontentamento e escolhido o "modus operandi" da demonstração desse descontentamento, traduzido na "manifestação transeunte de passeata em massa de militares", será que ainda assim alguém de bom juízo - que não os milita(nt)res airados - acredita não estarmos perante uma manifestação sujeita a autorização prévia pelo Governo Civil?
Claro que alguém que é primo de um amigo de uma vizinha da minha madrinha já informou os contestatários que, por motivos que se prendem com uma coisa chamada de princípio da tipicidade, tanto os processos crime por desobediência, como os eventuais processos disciplinares, acabarão por não ter subsistência legal suficiente para que possam terminar em condenação para quem quer que seja...
Paralelamente, a falta de respeito hierárquico que resulta do não acatamento de um comando (ordem) militar deverá trazer algum mal estar entre chefias e subordinados.
Mas, a julgar pelas imagens, a maioria só será importunada quando a "manilha de trunfo" lhe for confiscada pelo respectivo "às" do adversário, num qualquer banco de jardim enquanto dão comida aos pombos...
Ai Portugal, Portugal...!

segunda-feira, novembro 20, 2006

Incoerência de visão 

PSD pede ao PR «mais recato nas loas a Sócrates». Quando o partido pelo qual foi eleito pede, àquele que foi o seu candidato, para entrar nos eixos e, essa pessoa, é apenas e só o Presidente da República, as coisas não podem estar bem.
Que Cavaco foi um dos que tiveram interesse em achincalhar Santana quando este era Primeiro-ministro, isso já todos sabem - caso Santana estivesse na governação não teria conseguido ser PR, os eleitores nunca votariam PSD -, agora, mudar radicalmente de posição, porque já tem o lugar que queria e não vê os erros do actual Governo, é despropositado e revela incoerência de visão. Não acredito que só via os erros do anterior...

quarta-feira, novembro 15, 2006

Portugal estará assim tão mau? 

Nenhum dos vários trabalhadores portugueses que foram destaque nas capas de jornais e telejornais de ontem, por estarem a ser explorados na Holanda, quer ser repatriado!...

terça-feira, novembro 14, 2006

Inversão de desejos 


segunda-feira, novembro 13, 2006

A piada 

Ilusão de óptica:
Ter assistido a um Congresso do PS no passado fim-de-semana.

Engano mental:
Acreditar que o PS esteve reunido em Congresso.

- Aquilo era um confessionário gigante sem detector de mentiras no "on".

quinta-feira, novembro 09, 2006

País de mentira: Sindicatos/Governo 

Há muito que os portugueses estão habituados a, cada vez que há uma greve, os números de percentagem de adesão, fornecidos pelos sindicatos, nunca corresponderem aos apresentados pelo Governo. E vice-versa. Regra geral, os números do Governo revelam sempre uma percentagem inferior à realidade e, os dos sindicatos, um valor superior, ou seja, o português nunca fica a saber a verdade. Contudo, hoje a mentira de ambos chegou ao limite do suportável quando o Governo fala em 12% de adesão na greve da Função Pública e os sindicatos em 80%!...
Perante estes valores apresentados e habituado que estou ao constante manipular de factos, consoante quem os apresenta, pergunto se os Tribunais não poderiam intervir, de modo radical, para acabar com estes acontecimentos que só revelam um país de mentira e falsidade.
Se eu mentir publicamente, provavelmente, terei que provar aquilo que digo em Tribunal. Pergunto então, porque é que a opinião pública - comunicação social, sobretudo - não pega neste assunto a sério, sem rodeios, e chama os bois pelos nomes? É que, todos mentem e ficam impunemente.
Até hoje, nunca consegui chegar a uma conclusão sobre a percentagem dos que realmente fizeram greve, além de que, também nunca entendi qual o interesse dos telejornais das televisões abrirem jogando esses números percentuais que mais não são do que uma mentira clara de quem os revela! Hoje, este país do ridículo informou-nos de valores de 80% para uns, e de 12% para outros. Tenham vergonha!

terça-feira, novembro 07, 2006

Injustiças legais 

«Um contrato de trabalho é celebrado entre duas partes: quem contrata e quem é contratado. Mesmo assim, na legislação laboral portuguesa, parece que o empregador carrega todas as obrigações e o empregado só goza direitos. Isto não é um contrato, é uma sentença.»

«Sabemos que dificilmente um Tribunal decide contra o trabalhador. Há um manual de decisão em processos laborais quase mecânico. Ainda assim, não se pense que estamos a proteger os mais pequenos (trabalhadores) contra os maiores (empresas). Estamos, isso sim, a prejudicar todos os desempregados que querem trabalhar e não podem, estando os seus lugares ocupados por incompetentes que não trabalham nem deixam trabalhar.
Um contrato de trabalho assinado com um canalha pode ser infernal. É sempre melhor, quando possível, recorrer ao trabalho precário. E a culpa não é das empresas, é da lei.»

[in Lóbi do Chá]

Assino por baixo.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Premonição?... 

Manuel Monteiro deu a conhecer, no encerramento do Congresso do seu partido (PND), que queria realizar um debate com Paulo Portas, pois, segundo Monteiro, esse debate seria fundamental "para que os portugueses saibam com clareza quem vai ser o líder da direita em Portugal".
Ora, sendo Ribeiro e Castro o actual líder do CDS-PP e Manuel Monteiro lançando o desafio a Paulo Portas, parece-me a mim que esse debate será escusado, pois, o próprio desafiante parece já ter no seu subconsciente quem é na realidade o líder da direita em Portugal.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Mudanças 

Alguém se lembra do "homem porta-voz" da Bombardier? Esse mesmo, António Tremoço. Aquele que tão mal disse do anterior Governo PSD/CDS-PP e que, hoje, ouvi a reclamar do Governo de Sócrates. Mas será que o homem nunca está contente?
Ainda para mais, pareceu-me perceber-lhe na voz, e nas palavras, um certo arrependimento por, anteriormente, ter exigido o que não tinha, e hoje, só reivindicar o que tinha. Ele há coisas...

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