<$BlogRSDUrl$>

quinta-feira, setembro 28, 2006

Identificar com... 


Hugo Chávez escolheu, para cartaz de propaganda da sua campanha presidencial na Venezuela, uma foto em que está reunido com José Sócrates. Para Chávez ter este procedimento, imagine-se qual terá sido o teor da conversa...

quinta-feira, setembro 21, 2006

Alguém se lembra? 

«O SOL» (9 de Março de 1975), semanário.

quarta-feira, setembro 20, 2006

PM mente para vencer, também na Hungria 

São milhares os manifestantes que exigem, há três dias, nas ruas de Budapeste, a demissão do Primeiro-ministro Gyurcsany, depois de uma rádio húngara ter transmitido excertos de uma intervenção sua, na sede do Partido Socialista, onde admitia ter manipulado os dados sobre a economia do país para vencer as últimas legislativas. Lá como cá, a diferença encontra-se apenas na atitude pacata do cidadão luso.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Marcha teatral 

O Bloco de Esquerda divulgou - leia-se, fez alarido -, realizou e finalizou a sua "Marcha pelo Emprego". Segundo sei, foram dezassete longos e penosos dias percorrendo inúmeros quilómetros... Mas para quê? Valeu de alguma coisa? Criou algum posto de trabalho? Que se saiba não, nem sequer ajudou a criar. Então para quê esbanjar dinheiro? Porque é que não deram o dinheiro gasto, com toda a representação teatral, a desempregados necessitados?

O prédio Coutinho 


É um prédio de 13 andares e 105 fracções. Situa-se em Viana do Castelo. Os autarcas - que idealizaram o programa VianaPolis - querem demoli-lo por o considerarem um "aborto urbanístico". Hoje, iniciaram (ou tentaram iniciar), o processo de posse administrativa por fracções. Processo ferido de ilegalidade? Há quem diga que sim. Contudo, mais que tudo, importa conseguir-mos colocar-nos no lugar destas pessoas. Imagine que lhe queriam retirar a sua casa. E você até paga os seus impostos, cumpre a Lei, não gosta de confusões, é uma pessoa regrada e correcta... Nem preciso de avocar aqui qualquer espécie de razão ou falta dela, basta atentar na pretensa acção inicial. Que culpa têm as pessoas que compraram casa naquele edifício, bastantes anos antes de um VianaPolis de contornos questionáveis? Não se entende lá muito bem...
E, agora, o Estado quer expropriar um prédio, legalmente construido, apenas por questões estéticas...

O Gil Vicente está a pensar em concorrer a planeta... 

... para ocupar a vaga deixada em aberto por Plutão.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Hamurabi... 

O fim de tarde de ontem apareceu-me diferente.
Em forma de praia sacudida pelo vento onde, em fundo, o mar azul borbulhava num manto de espuma.
Pensei que, por instantes, o tempo havia parado. Ao som de uma conversa amena, mas profunda. Espontânea, contudo interessante.
Profissionalmente pessoal, diria...
No chão de madeira, um empregado brincava com um cachorro que, no pescoço, trazia pendurada uma qualquer chupeta que, provavelmente, havia sido esquecida no areal.
Nas colunas, uma música que embalava a conversa. Demasiado alto, lembro-me de pensar.
Deixei que me falasse de si. Dos seus.
Notei-lhe tristeza no olhar cuja motivação presumi.
Sessenta minutos de presença sentida. Sessenta minutos que, nem sei porquê, não quis que passassem. Até que o vento frio, sem o compreender, dali nos empurrou. E o gelo, quebrou!
[pcj]

quarta-feira, setembro 13, 2006

Valeria mais estar quie(o)to... 

Pelo que leio no "Público", para cumprir os valores de Quioto será necessário que 5% dos automobilistas passem a andar de transportes públicos. Esta deve ser para juntar à velocidade máxima de 118 km/h nas AE's nacionais...
Como será que vão fazer na Alemanha?...

Há coisas que eu não entendo a necessidade... 


segunda-feira, setembro 04, 2006

Despotismo pouco esclarecido 

Muito se tem dito, escrito e pensado, sobre as eventuais sanções a aplicar aos clubes portugueses que participem nas competições internacionais, designadamente, a sua suspensão das respectivas provas. O mesmo se diga quanto à Selecção Nacional.
Em causa, o caso já conhecido por “Mateus”.
Reconhecida a inabilidade da Liga para resolver o assunto, deixando a descoberto as fragilidades inadmissíveis do sistema desportivo nacional, a Federação prepara-se para invocar o Interesse Público para, desta forma, avocar o processo, resolvendo-o.
Salvo o devido respeito, a situação afigura-se tardia e causadora de prejuízos para os clubes, sendo certo que, disso, já muito se escreveu e disse em diversas festas e comícios generosamente aproveitados para o efeito.
Estamos perante uma situação em que, por um lado, existe um regime organizativo próprio de uma entidade gigantesca como a FIFA, aceite pelos clubes umas vezes de forma tácita, outras de forma expressa.
Tal como em Itália, a questão (de princípio) suscita-se, quando uma entidade juridicamente autónoma, cujos objectivos se encontram dirigidos para o lucro tendo por base resultados desportivos, se vê na contingência de encaixar prejuízos financeiros graves por força de uma decisão da LPF/Federação, sendo certo que a FIFA não concede o direito ao recurso a qualquer instância extra-desportiva (tribunais comuns) tendo em vista a sua tutela.
Percebe-se o alcance do problema, bem como da complexidade jurídica que do caso resulta.
Se se entende que na jurisdição dos tribunais comuns não possa caber a pronúncia sobre determinado resultado desportivo, determinada violação de regras das leis do jogo ou determinada decisão da equipa de arbitragem, o mesmo não pode dizer-se sobre a existência de prejuízos financeiros gravíssimos, como são os decorrentes de uma descida de divisão.
Salvo melhor opinião, estamos perante uma disposição estatutária que veda a entidades económicas dotadas de personalidade e capacidade jurídica a possibilidade de exercerem direitos com acolhimento constitucional, o que, no mínimo, deverá ser tratado na próxima Lei de Bases do Desporto, sendo certo que se exige uma concertação forte com a FIFA, sem a qual não será possível evitar a emergência de futuros e inultrapassáveis focos de conflito.
Não obstante, o sistema adoptado pela FIFA, ao contrariar a forma e o conteúdo de disposições constitucionais, faz perigar a soberania dos Estados quando impõe normas contrárias a sua própria organização (e razão de ser), como sendo o princípio do livre recurso aos tribunais de forma a tutelar os direitos, interesses, liberdades e garantias estabelecidos pela Lei Fundamental, entre outros, a favor dos seus cidadãos.
Esta política déspota pouco esclarecida da FIFA representa, assim, no "caso Mateus", um mero incidente, em face da real projecção que assume na ofensa à soberania do Estado Português que parece estar a passar despercebida.
Nas nossas aldeias, ainda sabemos distinguir entre chantagem e aplicação da lei.
As já conhecidas sanções a aplicar, pela FIFA, à Selecção Nacional de Futebol e aos clubes portugueses que participem em competições por si organizadas, encontra evidente acolhimento num dos elementos da dicotomia atrás apresentada, com prejuízo para o futebol, e inevitáveis vantagens patrimoniais para o poder estabelecido.
Pena que não exista professor capaz de ensinar à FIFA uma lição. E não me parece que o Gil Vicente o possa ser, acima de tudo pelo receio de suceder.
[pcj]

This page is powered by Blogger. Isn't yours?