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quarta-feira, junho 28, 2006

Homicida reincidente 

Fernando Ruas (presidente da ANMP) terá dito aos microfones de uma rádio local, que os inspectores do "ambiente" deviam ser corridos à pedrada, para mais tarde se socorrer do poder salvador das figuras de estilo.
Metáforas (ou mentiras) à parte, a defesa dos interesses dos municípios (e freguesias) portugueses, não justifica a adopção de comportamentos agressivos em jeito de uso lícito à força, para demonstração de pontos de vista.
Se linhas de água são cortadas, ou desviadas, existe um conjunto de disposições legais que possibilitam a tutela dos direitos das autarquias, nos casos em que tais entidades se sintam alvo de atropelos normativos.
Ao "Ambiente", resta a diligência de tais funcionários que nada mais fazem que cumprir o seu dever.
Pouco consentâneo com o cargo que Fernando Ruas desempenha. Faltou-lhe o sentido de Estado a que provavelmente não se acha vinculado. No mínimo.

Maus árbitros no Mundial 2006 

Duas notas acerca dos oitavos-de-final deste Mundial 2006:
1º A Itália não sabe como passou para os quartos-de-final, um indivíduo de preto colocou-os lá.
2º O Brasil não precisava de marcar golos em fora-de-jogo para ganhar à estreante selecção do Gana.

Do Portugal-Holanda nem vale a pena falar mais.

Ouvido após o Espanha-França: 

«Allez, allez, España ya se fué!»

Agora, que se foi a Primavera, surge a filha Vera 

Vera Sampaio, filha de Jorge Sampaio, foi nomeada para adjunta do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira...

O dia difícil do Pedro 

Pedro, espero que os dias te estejam a correr melhor e que não mates mais nada, pois não valerá a pena. O blogue agradece.
Um abraço!

terça-feira, junho 27, 2006

Casos há em que mais valia estar calado 



Jornal "Marca", hoje.

A saída tardia 

Com a inconstância como bandeira do território, Timor-Leste parece alimentar-se de meias-verdades que, com a mesma facilidade, podem tomar o caminho "x" ou o antagónico. Contudo, parece que foi desta que Mari Alkatiri saiu do cargo de Primeiro-ministro. Boa notícia!
Não creio que se tenha sentido pressionado internamente por apelos deste ou daquele. Simplesmente terá compreendido - demorou mas chegou lá - que não tinha qualquer apoio da comunidade internacional. Nem a China ou a Indonésia estavam com ele. Por isso saiu.
O born mistake da independência timorense começa numa Constituição feita pela FRETILIN a seu bel-prazer. A mesma Constituição que não permite que o Presidente da República demita o Governo. Uma situação sem nexo que permitiu a Alkatiri manter-se no lugar enquanto quis. Resta agora aguardar pelo desfecho da reunião do Conselho de Estado, para ver que rumo tomará o país.

Nota: Nestas guerrilhas internas o Mundo vê que afinal a eterna vítima - povo timorense - também sabe ser vilão e, desta vez, sem que haja indonésios para poder culpar...

segunda-feira, junho 26, 2006

Matei o romance 

Há dias acordei com vontade de lhe dizer que gostava dela.
Passava das 8h. Inspirado, trabalhei as palavras certas. Para lhe entregar o que pensava e sentia.
Enquanto acordava, reparei nas camisas que não batiam com as gravatas. E vice-versa.
Saltei para um duche rápido e só depois vi que não tinha shampoo. A embalagem nova havia ficado junto da toalha. Ambas em cima da cama.
Deixando um rasto de água pelo quarto, lá me barbeei.
Com a pressa de sair de casa, lá me cortei duas vezes no pescoço, enquanto cogitava nas palavras que lhe diria mais tarde.
As desventuras de um romance, pensei. Mas não pensei em tudo...
Já no carro, sem combustível, parei na estação de serviço, abasteci o carro e, só depois percebi que o MB estava sem funcionar. Sem dinheiro, fui salvo meia-hora depois pelo Luís.
Fiz-me à estrada. Chegado a Lisboa, tomo o pequeno-almoço com a habitual pestana no bordo da chávena de leite (nada de novo), enquanto pensava em como iria surpreendê-la. Pão de leite não temos. Arrufada também não.
Senti-me a aquecer. Pedi uma torrada. De carcaça porque não havia pão de forma...
Chegado ao escritório, estranho o telefone (mudo) e a ausência de mensagens dela.
Sem notícias, tento guardar, o que me havia ocupado a manhã, para o almoço que havia sido marcado na véspera. Enquanto me dizia que gostava muito de mim. E que me adorava.
Afinal não podemos almoçar. Acordei com uma dor de cabeça.
E lanchar? - perguntei.
Desculpa, mas hoje vou cedo para casa.
Enquanto tentava não transparecer que estava a rebentar, soltei uma gargalhada.
Enquanto jantava, ouvi-me declamar os poemas outrora dela.
Enquanto dormia, recordei-lhe a doce voz que sempre me embala.
Enquanto sonhava, apareceste entre uma praia qualquer e o quarto de hotel.
Foi então que me lembrei de Betânia, cantando para nós:

«Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errada
O quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir
Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem, é o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não
»

Como a história sempre se repete, conformado, senti-me matar o romance com adagas de ouro e rubis.
Dela, sempre e só a necessária indiferença de quem não se importa de matar os sonhos.
Incluindo os próprios.

Cautelas, caldo e galinha 

Portugal, por aquilo que demonstrou dentro dos (quase) cem minutos de jogo, mereceu a passagem aos quartos-de-final da competição.
Pela coragem e abnegação demonstrados. Também, pela concentração de grande parte da equipa e, acima de tudo, por terem conseguido anular a capacidade técnica dos jogadores chave holandeses.
Além da reconhecida (também merecida) sorte que, nestes momentos, também se procura...
Muito há, no entanto, a fazer.
Se são evidentes as potencialidades deste grupo de trabalho, também não deixarão de o ser as falhas demonstradas por alguns elementos da equipa, de que são exemplos a atitude de Costinha, a imprudência de Figo e, porque não, a "ronha" do Deco.
Relativamente a Figo, parece-me que a principal crítica se situa ao nível do risco em que colocou toda a equipa quando, num gesto típico de um miúdo de treze anos e, perfeitamente incompreensível para alguém com o estatuto de Luís Figo, presenteou um adversário com uma porção de ADN da sua testa...
Ora, em alta competição, tais atitudes imberbes poderiam ter custado à equipa um preço que não merecia pagar.
Tudo isso, não obstante o valor e a mais-valia que Figo tem representado para esta Selecção, encontrando-se entre um dos melhores jogadores (em termos exibicionais) deste torneio.
O mesmo raciocínio será de aplicar à "mão" de Costinha e à "ronha" de Deco que, no contexto em que a equipa de arbitragem "comandava" o jogo, tinha resultado mais que previsível como, de resto, sucedeu.
Imagine-se que, ao invés da Holanda, nos tinha calhado pela frente uma Itália ou uma Espanha... Mais latinos e (necessariamente) mais provocadores.
No mais, olhando para a atitude desta equipa (titulares e não titulares), arrisco-me a prognosticar sérias dificuldades para os nossos próximos adversários.
As últimas palavras para a arbitragem: (...)
Quando o Sr. Fifa vier à televisão (algo que não me recordo de ter acontecido nos últimos tempos), criticar a arbitragem, que não se esqueça que, o Sr. Ivanov até foi nomeado, e não sorteado...
Identificadas as cautelas, cumpre pensar que não é só com a galinha que se faz um bom caldo...
Abraços a todos e VIVA PORTUGAL!

domingo, junho 25, 2006

País à deriva 

Timor-Leste é um país estranho. Na sua ambição de almejar ser um país como todos os outros, em termos hierárquicos, os timorenses deixam muito a desejar. Em qualquer país civilizado e organizado, o Presidente da República é a entidade máxima. Se entender destituir o Primeiro-ministro, ou o Governo, fá-lo, agindo em conformidade. Não ameaça, nem insinua. Ou faz, ou não faz.
Acontece que, as últimas notícias vindas de Timor-Leste, dão conta de um pedido no mínimo caricato. Xanana Gusmão - Presidente da República - pede(!) a Mari Alkatiri - Primeiro-ministro - que se demita. Ora, é precisamente na palavra "pede" que se vê que a autoridade hierárquica não tem efeito naquele território. Xanana devia impor e não pedir licença para guindar o país no bom caminho. Pedindo licença, Timor-Leste nunca vai deixar de ser um território "sem rei nem roque".

sexta-feira, junho 23, 2006

Inoperância ministerial obriga a repetir audiências 

A Lusa noticia que, várias sessões de julgamentos em curso na 5ª. Vara do Tribunal da Boa Hora, incluindo o de Vale e Azevedo, terão de ser repetidas devido a uma falha de gravação das audiências.
"É profundamente lamentável que no Tribunal da Boa Hora, o maior tribunal criminal do país e com julgamentos com arguidos presos, isto aconteça, depois de terem sido enviados ofícios ao Ministério da Justiça a denunciar a avaria da aparelhagem de som", considerou o juiz Renato Barroso.
Ora, acontece que, o ministério da Justiça já estava informado da deficiente qualidade do material de som disponível para aquele tribunal - um dos mais mediáticos do país - e, ao que parece, nada fez para contrariar essa lacuna. Agora, muitas audiências terão de ser repetidas. Chamar-se-á a isto competência ministerial?
Se lá estivesse Santana Lopes, já havia dedos a apontarem culpado...

quinta-feira, junho 22, 2006

Tudo trocado 

Tal como explica o cabeçalho deste blogue, aqui percebe-se e fala-se de tudo. Em jeito de imitação, Marcelo Rebelo de Sousa tornou-se, agora, num expert de futebol e é contratação da RTP para comentar o Mundial 2006... Está na Alemanha, dá uns palpites e - o mais estranho de tudo - a malta que até percebe do assunto, ouve-o. Agora, já só falta mesmo falar da cultura de beringelas no Burkina Faso...

quarta-feira, junho 21, 2006

2 Portugal - México 1 

Recordo-me de, no dia em que houve o sorteio de grupos para o Mundial 2006, o seleccionador do México, La Volpe, ter afirmado que tinha ficado num grupo facílimo e que, o México era como se já tivesse 9 pontos, antes mesmo de começar.
Pois bem, señor Ricardo La Volpe, parece que usted habló sin conocimiento de lo que decia...
1º Portugal, 9
2º México, 4 (solamente!)
Y solo por mucho poco no te marchaste, hombre!...

segunda-feira, junho 19, 2006

Muy bueno! 




Iznájar - 06/2006

quarta-feira, junho 07, 2006

Onde está o Wally Costa? 

Where is António Costa? É a pergunta que se impõe - e vai escrita em inglês que é para os tipos da Austrália, que por aqui passem, entenderem que nem nós sabemos dele... É que, as inúmeras trapalhadas about (outra para australianos), a ida de GNR's para Timor-Leste, foram vergonhosas. Os sucessivos adiamentos da ida do contingente da GNR, posteriormente, o material que ficou esquecido em terras lusas... Nem sei como conseguiram embarcar, mas ao fim de tanta espera lá embarcaram. Tudo isto parece inacreditável, mas aconteceu. Parece uma brincadeira de petiz que, interrompe a brincadeira para ir dormir e, no dia seguinte, brinca com algo diferente. Assim foi com a demora da ida dos meios humanos, assim está a ser com o material que ficou para trás - se têm ido na data prevista possivelmente esquecer-se-iam das fardas -, que seria para chegar hoje ao destino. Mas, nada disso! A semana é grande, por isso, vamos apontar para o final dela. Até às 23:59 de sábado é semana. Do ministro, nem sinal.

Como se isto tudo não bastasse, com a chegada dos precoces incêndios, nem sinal de António Costa. Ele, que tanto apregoara, que desta vez o combate aos fogos seria diferente, por ser mais eficaz... 15 minutos, foi um número que chegou a ser falado, quanto à disponibilização de meios in-loco. Os meios e a capacidade operacional parecem-me a desgraça de sempre... E, com tudo isto a acontecer, nem sinal do ministro há. Se não anda no terreno, nem pelas tv's, onde andará ele metido?...

terça-feira, junho 06, 2006

Os amigos são para as ocasiões... 

Quando se quiser dizer algo que não se possa provar ser verdadeiro, ou que haja risco de, mais tarde, se descobrir que o que se disse era mentira, recorre-se ao "um amigo meu disse-me que...". Assim, salvaguarda-se um futuro desmentido. Quanto ao culpado da mentira, foi o amigo, esse pulha sem-vergonha. Lembrei-me disto ao desfolhar o livro de Carrilho, numa livraria...

sexta-feira, junho 02, 2006

PR Cavaco 

Este Presidente da República está a surpreender-me pela positiva. Cavaco Silva não só vetou a chamada «lei da paridade» - de contornos ridículos, onde a obrigatoriedade de existirem mulheres numa lista de candidatos não olhava às suas capacidades para a função, mas apenas ao sexo -, como encara com bons olhos o Tratado de Bolonha. Duas boas notícias, num só dia, é motivo de realce.

quinta-feira, junho 01, 2006

Finalmente... 

... o ministro do Interior, de Timor-Leste, e o ministro da Defesa, apareceram, ao que consta, e foram banidos da senda política daquele país. Custou mas foi!

Separações... 

Outrora: Jugoslávia.
Há pouco tempo atrás: Sérvia e Montenegro.
Agora: Sérvia.

O Montenegro conseguiu a independência. Separou-se da Sérvia.
Isto é notícia. É história! Agora, só falta o Monte separar-se do Negro!...

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